Pedimos uma resposta a um modelo e ela chega como se viesse do ar. Vem de um edifício que bebe megawatts, de uma cadeia de chips com meses de atraso, de um rio que arrefece uma nave industrial. A inteligência artificial é pesada. Só a interface é leve.
Em 2026, a conversa energética saiu dos laboratórios. Operadores europeus negociam centrais junto a redes já tensas. Municípios discutem água. Os números variam com o modelo e com a hora — gerar uma imagem não custa o mesmo que uma frase — mas a direcção é única: mais procura, mais silício, mais corrente.
Chips como política
Quem fabrica os aceleradores manda no ritmo da indústria. Exportações, filas de espera, contratos com governos: o hardware voltou a ser geopolítica visível. Software come o mundo, dizia-se. O mundo respondeu com fábricas.
Uma conversa com uma máquina é barata para ti. É cara para a rede.
Isto não é um argumento para não usar. É um argumento para não desperdicar: menos gerações vãs, mais trabalho local quando chega, modelos certos para a tarefa. A visão orbital, outra vez, é esta — ver o prompt e a central no mesmo plano.