Lisboa · 09:30
A ANACOM quer saber por onde passam as ligações de órbita baixa quando o terminal está em Portugal — a mesma pergunta que Luanda e Brasília já começaram a fazer.
Os terminais de órbita baixa já não são um nicho de herdade. O regulador português abriu uma consulta de 60 dias para os operadores declararem o encaminhamento do tráfego, a localização dos pontos de aterragem e o que acontece a uma chamada de emergência quando a rede terrestre falha.
A pergunta é de soberania, não só de cobertura — e não é só europeia. Se o pacote sobe para um satélite estrangeiro e desce noutro continente, a intercepção legal e a protecção de dados mudam de conversa. Angola discutiu o tema na União Africana de Telecomunicações; o Brasil, no Ministério das Comunicações.
O relatório final em Lisboa está marcado para o primeiro trimestre de 2027. Os outros reguladores lusófonos vão ler o mesmo papel. É por isto que uma revista em português não pode ter uma só capital.