Luanda · 18:20
O projecto quer baixar o preço do tráfego entre Luanda, Praia e o Brasil, e reduzir a dependência de rotas que só tocam a Europa.
Há cabo a mais no mapa e cabo a menos na factura. Operadoras angolanas e cabo-verdianas avançaram com um memorando para uma rota que ligue o Golfo da Guiné a Praia e, daí, a Fortaleza. O argumento é preço e soberania: menos saltos pela Europa para falar com São Paulo.
Cabo Verde já é um nó. Angola quer deixar de ser só origem de petróleo e passar a ser origem de tráfego. Se o cabo sair do papel, escolas e hospitais no interior angolano não ficam magicamente ligados — mas o megabit deixa de ser um luxo de capital.
Moçambique e São Tomé pediram para entrar na consulta. Timor, do outro lado, continua a olhar para rotas do Pacífico. A lusofonia digital não é uma rede só. É várias, a tentar tocar-se.